Os algoritmos já estão presentes nos setores da saúde pública brasileira. A inteligência artificial é usada, por exemplo, para apoiar a regulação assistencial, alertando sobre solicitações de referenciamento incompletas e qualificando filas.
Tecnologias Digitais Na Gestão Do SUS
Segundo a Fiocruz o uso de tecnologias digitais na gestão do SUS já denota experiências e lições aprendidas.
Nessa acepção, há um relatório (Observatório SUS (ENSP/Fiocruz) que traz, por exemplo, informações sobre aspectos relacionados à implementação e sustentabilidade das tecnologias digitais em sistemas de saúde das experiências municipais.
Relatório De Pesquisa
Acima disso, nesse relatório são examinados os desafios (políticos, tecnológicos, econômicos e sociais), as estratégias de superação, o papel das parcerias e os mecanismos de participação social.
De acordo com a Fiocruz, o uso crescente das tecnologias digitais em sistemas de saúde impacta profundamente diversas áreas, desde o cuidado direto ao usuário e a gestão de serviços até questões estratégicas como financiamento, regulação, equidade e governança de dados.
(saiba mais na fonte: https://informe.ensp.fiocruz.br/noticias/57185)
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O Que São Tecnologias Digitais?
“Tecnologias digitais referem-se a ferramentas e sistemas que utilizam computação e internet para processar e armazenar informações. Exemplos incluem smartphones, computadores, aplicativos de software e serviços de nuvem. As tecnologias digitais transformaram a maneira como nos comunicamos, trabalhamos e vivemos.”
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Tecnologias Digitais e Proteção De Dados
O uso de inteligência artificial e outras ferramentas digitais é de fato algo revolucionário na área da saúde pública.
No entanto, vale dizer que o ambiente digital por si só é desafiador no que toca a segurança de dados tanto pessoais quanto institucionais.
Nessa acepção, é importante expor que, segundo o Ministério da Saúde, há sim uma preocupação com a proteção de dados no que toca o uso de soluções digitais na saúde pública.
Desafios e Objetivos
De forma geral, até onde pude averiguar, os projetos voltados ao uso da tecnologia digital na área da saúde têm demonstrado destreza no conhecimento dos desafios e vale frisar que possuem objetivos bem traçados.
De modo elucidativo, vale dizer que na utilização de soluções digitais quem coordena a transformação digital do SUS é a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI).
Secretaria De Informação e Saúde Digital
Trata-se de uma Secretaria que atua colaborativamente com as secretarias do Ministério da Saúde, com os gestores do SUS e os profissionais de saúde, objetivando soluções digitais.
Soluções como, por exemplo, a telessaúde e o prontuário eletrônico. De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo da atuação colaborativa entre suas secretarias, gestores do SUS, profissionais de saúde e a SEIDI é “colocar o usuário do SUS no centro do cuidado, garantindo um atendimento integral e acessível, onde ele é o protagonista de sua jornada de saúde e prevenção.” (Ministério da Saúde>>>)
Outro projeto relevante que merece ser citado é o InovaSUS Digital, o qual visa o fortalecimento do ecossistema de saúde e transformação digital no SUS.
Inteligência Artificial e Computação Quântica
A inteligência artificial se enquadra no tema geral sobre o uso de tecnologias digitais dentro do Sistema Único de Saúde.
As questões mais pertinentes a respeito do crescente uso dessas tecnologias em um sistema de saúde são; de um lado, a segurança do próprio sistema de saúde e, por outro lado, a proteção de dados dos usuários desse mesmo sistema.
Em se tratando do uso específico da inteligência artificial no sistema de saúde, podemos e devemos analisar mais os pontos prejudiciais do que as vantagens, visto que o aprimoramento das inteligências artificiais está subindo de nível a cada dia e em certo momento isso poderá representar um risco ao invés de vantagem.
Muitos são os riscos apresentados pelas tecnologias digitais e, sobretudo, pelas inteligências artificiais, visto que estamos adentrando na era da computação quântica. Esta, por sua vez, faz em segundos as mais diversas atividades digitais que levariam horas ou dias de processamento.
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Em um cenário quântico, ou melhor, em um cenário dentro do qual a inteligência artificial possa se aliar à computação quântica, os danos e riscos às atividades humanas podem ser avassaladores e incalculáveis.
O que cidadãos e autoridades públicas não estão enxergando é a chegada da era computacional quântica, a qual poderá se fundir aos algoritmos das inteligências artificiais, isso por si só representa uma simbiose quântica que pode colocar em xeque para mate toda a autonomia digital do ser humano.
Portanto, o uso das tecnologias digitais (mais precisamente das IAs) quer seja no Sistema Único de Saúde (SUS) quer seja em sistemas privados no âmbito da saúde representa (na minha ótica de professor de linguagem) mais riscos do que benefícios.
Conclusão
É possível enxergar os benefícios neste presente momento pela eficácia e agilidade que as tecnologias digitais debruçam nos procedimentos do SUS.
Mas se avançarmos as nossas análises para um futuro breve, essas mesmas tecnologias digitais poderão colocar em risco todos os dados relevantes das entidades públicas e dos usuários do sistema de saúde.
Nessa acepção, cabe afirmar que o uso das tecnologias digitais, de forma mais específica o uso das inteligências artificiais, precisa ser frequentemente fiscalizado com auditorias severas e deve ser um uso estreitamente responsável dotado de dispositivos otimizados de segurança de dados.
Tais dispositivos vão desde softwares pagos até hardwares de alta performance voltados à segurança. Em termos de softwares, os pagos e eficazes devem rastrear, monitorar e proteger dados sensíveis contra vazamentos.
Em termos de hardwares otimizados, há, por exemplo, os HSMs que armazenam e gerenciam chaves criptográficas pós-quânticas com segurança. Também há os TPMs que são chips que ajudam a manter o computador seguro.
Exemplos de dispositivos HSMs e TPMs:


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Por fim, as entidades públicas como as relacionadas ao SUS usufruem das tecnologias digitais e sabem da necessidade de visar a proteção de dados em seus sistemas.
Mas a indagação que não se cala é; tais entidades, sobretudo, as do setor da saúde pública estão equipadas com softwares pagos e hardwares otimizados?
Essa indagação é desafiadora às entidades e aos usuários dos serviços públicos como um todo.
Por um lado, boa parte do serviço que envolve tecnologia da informação (TI) nas entidades e órgãos públicos é feita com mão de obra e equipamentos terceirizados, o que sugere que o serviço que envolve tecnologias digitais seja bom e bem equipado com softwares pagos e hardwares otimizados.
Por outro lado, muitas das empresas terceirizadas que oferecem serviços de TI para o setor público não passam por rígidas fiscalizações e isso diminui a qualidade e a proteção de dados, não havendo manutenções em softwares e hardwares com a devida frequência, isso em muitos setores públicos como postos de saúde, hospitais, secretarias etc.
FAQ
De que forma a inteligência artificial é usada na saúde pública?
A inteligência artificial é usada, por exemplo, para apoiar a regulação assistencial, alertando sobre solicitações de referenciamento incompletas e qualificando filas.
De acordo com a Fiocruz de que trata o relatório Observatório SUS (ENSP/Fiocruz)?
O relatório Observatório SUS expõem informações sobre aspectos relacionados à implementação e sustentabilidade das tecnologias digitais em sistemas de saúde das experiências municipais. Nesse relatório são examinados os desafios (políticos, tecnológicos, econômicos e sociais), as estratégias de superação, o papel das parcerias e os mecanismos de participação social.
O Que São Tecnologias Digitais?
Tecnologias digitais referem-se a ferramentas e sistemas que utilizam computação e internet para processar e armazenar informações.
Os projetos voltados ao uso da tecnologia digital na área da saúde têm demonstrado destreza e responsabilidade?
De forma geral, sim, os projetos no uso da tecnologia digital da área da saúde têm demonstrado destreza no conhecimento dos desafios e responsabilidade adotando objetivos bem traçados.
Qual é o objetivo da atuação colaborativa entre as secretarias do Ministério da Saúde, gestores do SUS, a SEIDI e os profissionais de saúde?
De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo dessa atuação colaborativa é “colocar o usuário do SUS no centro do cuidado, garantindo um atendimento integral e acessível, onde ele é o protagonista de sua jornada de saúde e prevenção.”
Há outro projeto relevante que visa o fortalecimento do ecossistema de saúde e transformação digital no SUS?
Sim, outro projeto que visa essa transformação é o InovaSUS Digital.
Quais são as questões pertinentes sobre o crescente uso das tecnologias digitais em um sistema de saúde?
As questões mais pertinentes a respeito do crescente uso dessas tecnologias em um sistema de saúde são; de um lado, a segurança do próprio sistema de saúde e, por outro lado, a proteção de dados dos usuários desse mesmo sistema.
Há riscos em um cenário dentro do qual a inteligência artificial possa se aliar à computação quântica?
Há de fato riscos de ocorrer uma simbiose quântica. Simbiose esta que pode originar-se da fusão entre a inteligência artificial e a computação quântica. Isso pode soar como um enredo de filme ou anime de ficção científica, seguindo o exemplo de duas obras bem conceituadas, a saber; uma é o anime Ghost In The Shell e outra é o filme Matrix.
O uso das inteligências artificiais precisa ser frequentemente fiscalizado no SUS ou em outros sistemas que façam uso de tecnologias digitais?
Sim, o uso das tecnologias digitais, de forma mais específica o uso das inteligências artificiais, precisa ser frequentemente fiscalizado com auditorias severas e deve ser um uso estreitamente responsável dotado de dispositivos otimizados para atuar na segurança de dados.
A computação quântica unida com a inteligência artificial pode representar algum risco para a segurança de dados no uso das tecnologias digitais?
Sim, há possibilidades de uma união como essa ser tão eficiente e altamente otimizada a ponto de colocar em risco os mais diversos códigos e senhas que protegem acesso a dados pessoais e institucionais dos entes públicos ou da sociedade como um todo.
Em se tratando da proteção de dados sensíveis no uso das tecnologias digitais, o que é um HSM?
HSM significa módulo de segurança de hardware, ele armazena, gerencia e cria chaves criptográficas. O HSM procura garantir que tudo o que estiver dentro dele ou que for executado dentro dele permaneça seguro contra violações.
Em se tratando da proteção de dados sensíveis no uso das tecnologias digitais, o que é um TPM?
TPM significa trusted plataforma module, isto é, módulo de plataforma confiável. TPM é um chip especial que auxilia o seu computador a permanecer seguro. Isso ele faz usando chaves secretas.
Assim os TPMs desempenham um relevante papel para que haja uma inicialização segura do dispositivo, garantindo que apenas softwares seguros sejam inicializados e, dessa forma, impedem a invasão de malwares.
Referências:
FTPM vs. DTPM: Escolhendo a solução TPM certa
Acessado em: 05/02/2026
Importância dos HSMs antes e depois da criptografia pós-quântica
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