O relatório publicado em 29/04/2026 aponta para a iminente escalada nos preços dos iPhones até 2027. A culpada é uma forte alta nos custos de memória DRAM e NAND.
Essa alta está motivada pela acirrada competição de gigantes de IA e data centers que buscam absorver maior fatia na oferta disponível de tais componentes para atender às suas demandas crescentes de processamento e armazenamento.
Da memória ao preço final
O custo de memória, que compõe cerca de 10% do custo total de produção de um smartphone, pode saltar para 45% nos próximos anos se a tendência persistir.
O motivo é a disposição dos grandes players tecnológicos em pagar antecipadamente pela capacidade produtiva de semicondutores, limitando a oferta no mercado aberto e elevando os preços.
No curto prazo, contratos de fornecimento de longo prazo entre fabricantes como a Apple e seus fornecedores podem amortecer esse impacto.
No entanto, a longo prazo, a equação parece inevitável: ou a Apple repassa o aumento de custos para os consumidores finais ou sacrifica sua margem para manter a competitividade e o volume de vendas.
As possíveis estratégias da Apple
Fontes apontam que a Apple poderia adotar um lançamento escalonado de novos produtos. Inicialmente, seriam lançados modelos topo de linha, com preços mais altos e capacidade de memória aprimorada.
Versões mais acessíveis poderiam sofrer cortes de custo ou atrasos, tentando assim equilibrar o mix de produtos e a margem média.
Outra resposta plausível seria elevar o padrão de memória em toda a linha de produtos. Isso atenderia melhor às necessidades de recursos de IA no dispositivo, mas ao mesmo tempo colocaria mais pressão sobre o custo final dos aparelhos.
Impactos secundários e a cascata de custos
Aumentos nos preços podem acelerar a demanda por modelos usados e por serviços de reparo e troca, alterando os ciclos de substituição e reduzindo volumes de venda em mercados emergentes.
Fabricantes concorrentes que não possuem a capacidade de repassar os custos integralmente podem sofrer erosão de margem ou serem forçados a cortar recursos e funcionalidades em modelos de entrada para manter preços competitivos.
Parceiros e varejistas, por sua vez, terão de ajustar estratégias promocionais, financiamentos e estoques. Ao mesmo tempo, possíveis reavaliações de contratos com operadoras de telefonia, que costumam subsidiar aparelhos, poderiam ser necessárias.
O consumidor e o futuro dos preços dos iPhones
O cenário mais provável para o consumidor, caso as pressões de custo se concretizem, é um aumento de preços para manter margens, possivelmente combinado com uma oferta escalonada, além de ajustes em especificações de modelos de entrada.
Olhando para o horizonte de 2027, é difícil prever o impacto exato da crise de memória nos preços dos iPhones.
No entanto, uma coisa é certa: a decisão tomada pela Apple vai determinar não só o preço dos iPhones, mas também o ritmo de inovação, a segmentação de produtos e as dinâmicas competitivas nos mercados globais nos próximos anos.
